16/04/2020

Minha Homestay nos Estados Unidos

Eu estava muito ansioso para conhecer meu homestay nos Estados Unidos. A família era um recém casado casal americano. Na véspera, fui em uma loja de esportes, comprei uma camisa da seleção brasileira e um par de chinelos Havaianas. Como já tinha o Facebook deles, perguntei se gostavam de bebida alcoólicas e comprei uma garrafa de cachaça para presentea-los.

 

Chegada no homestay

A parte da chegada em Denver, vou falar em outro post. No entanto, adiantarei que estava fazendo -7ºC.  A casa era em uma espécie de condomínio de casas com uma quadra de basquete na frente.

Quando entrei na casa, estava apenas o Adam (quem é o Adam?) com os sogros. Cheguei mesmo com meu inglês intermediário querendo conversar e conhecer todo mundo, coitado dele. Todos foram muitos simpáticos, mas deixaram claro que estavam assistindo futebol americano (é uma religião no Colorado).

O Adam me mostrou o quarto e me apresentou para o cachorro deles. Esse, para ser bem sincero, me odiou no início. O quarto era ótimo e descobri que tinha um outro estudante na casa. Um japonês de Nagoya que pareceu muito tímido.Na mesma noite a Ashley chegou e pude conhece-la.

Meu homestay era com meia pensão. Ou seja, eu tinha café da manhã e jantar durante a semana. Nos finais de semana eu tinha almoço também.

 

Meu homestay

Na época eu era muito novo e não tinha a mínima ideia de cozinhar. Talvez isso foi o que eu menos gostei da experiência de morar com eles. Eles usavam muito bacon e as comidas eram muito diferente do que eu estava acostumado.

Apesar da cozinha,  a gente tinha uma relação muito boa e eles buscavam conversar muito comigo. No natal eles compraram até presente.

Inegavelmente, um detalhe que fez diferença foi que eu tinha amigos que moravam em residência estudantil e por diversas vezes eu saia para a noite com eles, não precisa voltar para casa pós balada.

Às vezes eu não deveria voltar para casa, mas voltava. Um sábado que fui para uma festa em Denver, vivi uma história muito engraçada e que eles falam até hoje. Eu recebi uma mensagem onde dizia que eles tinham deixado a janta pronta. Quando cheguei de madrugada da festa, vi que tinha uma sopa no fogão e decidi esquentar e come-la. De início, achei que tinha muita cenoura, pouco frango e nenhum sabor. A comida era bem diferente da que vinha experimentado até então.

Na manhã seguinte, o Adam me perguntou se eu não tinha comido o jantar. Falei que tinha e para minha surpresa ele me mostrou uma pizza intacta no micro-ondas . Ele já começou a rir e me perguntou o que eu tinha achado da sopa do Pursley . Sim, eu tinha comido a sopa do cachorro.

 

Minha família americana

Por fim, eu gostaria de falar o diferencial pra mim em escolher homestay como acomodação. A acomodação é perfeita para quem quer economizar (na maioria dos destinos). Além disso você consegue praticar muito o idioma. No entanto, posso afirmar que depois da experiência que eu vivi a principal razão pela qual você deveria ficar em uma homestay é ter uma família em outro país e se sentir parte dela. Atualmente eles tem um filho, a Ashley venceu um câncer, o Adam quase me encontrou na Irlanda e o Pursley ainda está com medo de outro brasileiro beber a sopa dele.

 

Minha família americana: Ashley, Carter e Adam

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